Dois em cada dez postos de combustíveis têm problemas
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- Publicado em Quarta, 11 Janeiro 2012 08:57
Dois em cada dez postos de combustíveis do Paraná agem errados, por causa da sonegação fiscal ou de golpes contra os consumidores. A estimativa é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese.
"A gente tem 2.800 postos no Estado. Desses, 80% trabalham de forma correta. Mas há 20% que tentam ganhar sem fazer esforço", afirma. Ele conta que o sindicato já encaminhou diversas denúncias contra os postos que praticam atitudes ilícitas, mas as punições são raras. "Quando é sonegação, denunciamos ao governo estadual. Volume de combustível, ao Inmetro. Adulteração, à Agência Nacional de Petróleo. É uma série de órgãos que não falam entre si e trabalham de uma forma muito espaçada, possibilitando as fraudes", critica.
No domingo, uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou que a empresa Power Bombas, de Curitiba, oferecia a donos de postos um equipamento que fraudava o volume de combustível das bombas. Os litros registrados nos visores eram superiores aos que chegavam aos tanques. Na segunda-feira, o dono da Power, Cleber Salazer, apresentou-se ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e foi preso.
A repercussão das fraudes fez o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), órgão que representa o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) no Estado, a intensificar a fiscalização.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ipem, a área de atuação da Power Bombas era a região metropolitana de Curitiba, não havendo indícios de que a empresa tenha prestado serviços em Maringá e região. O responsável pelo Ipem, em Maringá, Michel Ravazzi, destaca que a fiscalização nos postos segue em compasso normal. "Nunca identificamos uma grande diferença", ressalta. De acordo com ele, as irregularidades flagradas pelo órgão na cidade, nos últimos anos, seriam resultado de falta de regulagem das bombas.
Uma alternativa para se evitar golpes de adulteração das bombas seria o uso de lacres eletrônicos - medida que é estudada pelo governo, mas que não há data para ser implantada. Para o presidente do Sindicombustíveis, a única saída ao consumidor é ficar atento com os postos que oferecem combustível muito barato. "Não existe milagre, o custo de operação de um posto é semelhante ao de outro. Tem gente que coloca um preço que é impossível de ser realizado", garante.
O Diário de Maringá





